08 julho 2007

DE QUALQUER MODO GOSTAMOS DE OUVI-LAS

Ontem foi um dia mau. Não bastando já ter de gramar com a ideia imbecil da eleição das novas sete maravilhas do mundo ainda tivemos de arcar com o resultado de um tonto estudo científico, com honras de publicação na Science – esta vetusta revista começa a aceitar de tudo –, levado a cabo por investigadores das Universidades do Texas e do Arizona, onde se concluiu que, afinal, as mulheres não falam mais do que os homens. Em cada dia que passa, os homens pronunciam 15669 palavras – assim mesmo, nem 15668 nem 15670, precisamente 15669 palavras – e as mulheres 16215. A ínfima diferença de 546 palavras é, dizem-no os investigadores, estatisticamente insignificante, pelo que acabamos de perder mais uma das nossas bandeiras. A partir de agora quando nos atrevermos a dizer, “ – Estás a falar demais!”, estamos sujeitos a que nos lembrem este famigerado estudo.
Antes desta pérola da moderna investigação, empiricamente, tinha-se chegado a valores que, penso, estariam mais próximos da verdade: 20000 palavras por dia para as mulheres e 7000 para os homens, mas os ianques, com a mania dos estudos científicos para tudo e mais alguma coisa, decidiram meter a colherada e foi o que se viu. Esperemos que noutra parte do mundo alguém venha repor a verdade.

4 comentários:

Tozé Franco disse...

Vou ser curto e directo para poupar nas palavras a ver se altero a estatística: estes estudos são uma idiotice americana.
Boa semana e um abraço.

olho_azul disse...

Concordo com o amigo! Quem se lembraria de fazer um estudo sobre a quantidade de palavras que homem e mulher proferem?
Porque há mulheres que são comedidas nas palavras e homens que falam por sete (provavelmente as excepções à regra)!

Um abraço e boa semana

asn disse...

Que olhem mas é para as asneiras que têm andado a fazer no que respeita à deterioração do ambiente.
Ricos, sem qualidade de vida ambiente?
NÃO, OBRIGADO!...
Um abraço
António

citadinokane disse...

Carlos,
Serei mais econômico, concordo com o Tozé, e pronto.