31 dezembro 2010

BOM ANO

Os conhecimentos empíricos, apurados por gerações de bebedores, já há muito que tinham concluído que o Champanhe é para beber frio. Agora a ciência vem validar o que o palato já tinha por adquirido. Uma equipa de académicos da Universidade de Reims concluiu que a temperatura ideal para se servir o Champanhe é de 4º C, pois, a esta temperatura, as moléculas de Dióxido de Carbono presentes na bebida têm mais dificuldade em desprender-se do líquido do que teriam se a temperatura fosse superior. Ora, sabendo-se que o CO2 ajuda a transferir o sabor, o aroma e a sensação da bebida para a boca do degustador, vemos quão importante é conseguir-se manter aprisionado no líquido a maior quantidade possível desse gás. Mas a equipa de cientistas não se ficou por aqui. No seu estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os académicos discorrem, ainda, sobre o modo ideal para se verter o líquido para a taça concluindo que esta deve estar ligeiramente inclinada para que a bebida escorra pela sua parede ao invés de a colocar na vertical e verter o líquido directamente no fundo. As razões prendem-se, também, com o CO2. Se a taça estiver na vertical a turbulência causada pelo líquido ao bater no fundo vai acelerar a libertação do Dióxido de Carbono mas se se inclinar ligeiramente deixando que o líquido escorra pela parede evitar-se-á parte desse problema e as perdas serão reduzidas a metade.
Logo, na hora de servir o Champanhe, lembre-se: incline a taça e encha-a. Beba uma pelo ano que acaba e outra pelo que começa. Eu acompanhá-lo-ei.
BOM ANO!

2 comentários:

Roque disse...

Concluindo, nem sempre o CO2 é mau, depende do jeito que se dá à coisa. Bom Ano 2001 e com muita coragem e amigos à nossa volta que bem vamos precisar.

ferrreira disse...

Claro que deve ser assim mesmo, pelo menos nas primeiras taças...(ou flute, para ser mais chique). Isto porque depois de umas boas goladas já somos nós que nos inclinamos.
Desejos de um ano "razoavelzinho" para não pedir muito.
Já agora, amigo Roque, espero que não tenha sido o tal CO2 a atrasá-lo uma década! E se foi, ainda bem!! Grande abraço!