
Tal como os legionários, também o curso de Engenharia Mecânica de 1983 do ISEP se reúne, quase religiosamente, todos os anos. Contam-se histórias de ontem e de hoje, pergunta-se pelos filhos e pelas mulheres – o curso de 83 foi, exclusivamente, masculino –, fala-se do trabalho e dos achaques que, fatalmente, começam a bater à porta, inflacionam-se as proezas e apoucam-se os desaires. Entretanto, desanca-se, a meias, no governo e na oposição.
Ontem foi dia de comemorar os 25 anos do curso. O Pires achou que era uma data demasiado importante para passar em claro e toca a organizar o convívio. Mais uma vez, à roda da mesa, passamos em revista o último ano e no fim, quando do leitão não restavam mais do que uns ossinhos limpos, despedimo-nos. No próximo ano, voltaremos a encontrar-nos e, prerrogativa da amizade que nos une, continuaremos a nossa conversa como se tivesse sido interrompida, apenas, no dia anterior.
Ontem, ao almoço, enquanto apreciava os comensais reunidos à volta da mesa lembrei-me dos legionários da American Legion que em 1976 se reuniram em Filadélfia. Pelo calor que passamos ao almoço, concluí que o ar condicionado não tinha sido ligado. Ainda bem que assim foi! Aumentou a probabilidade de nos reunirmos daqui a 25 anos para comemorar o cinquentenário o que, diga-se em abono da verdade, todos estão apostados em fazer.
À amizade que nos une, levanto a minha taça. Acompanhem-me!