26 maio 2009

QUANDO CHEGAR A CASA...

Foi-me contado pela Directora de Turma. Leandro Miguel – nome fictício, roubado daqui –, aluno do sétimo ano de escolaridade, andava, nos últimos tempos, a comportar-se de um modo que requeria a ajuda da família para regressar ao são convívio da turma. A mãe foi chamada e, no dia aprazado, lá compareceu na escola. A Directora de Turma começou então a desenrolar o novelo das preocupações dos professores pelo comportamento do Leandro. Ainda o relato não estava concluído e já a mãe, salomónica, afirmava: - Bou-o foder! Apercebendo-se do ar varado da professora a mãe lá emendou: -Desculpe minha senhora mas quando chegar a casa bou-o foder!
Depois de ouvir este relato sou obrigado a concluir que Natália Zarubina, a mãe da Alexandra, não tem razão nenhuma quando diz que os portugueses não sabem educar os filhos e deixam-nos fazer tudo o que querem. Os métodos é que são diferentes: Natália educa a filha à chapada e a mãe do Leandro fode-o quando chega a casa. Eu sei porque é que a Natália disse isso: via-se à légua que já tinha um grãozinho na asa. A televisão ainda não tem cheiro – lá chegaremos –, caso contrário o hálito da mulher atiraria qualquer abstémio de costas. E não sou só eu que o digo. O Milhazes, que percebe disto mais do que ninguém, diz o mesmo.

3 comentários:

as-nunes disse...

Viva Carlos Ponte

Dasse! De facto, algo vai muito mal nesta República das bananas!
Como é possível pôr ordem nas Escolas com pais deste quilate?
E, pelos vistos, não serão assim tão poucos como isso!

O caso está complicado!
Mas...também o que é que se resolve com Mega-manifestações de professores!? Pergunto eu, que já fui professor, noutros tempos, claro. Tenho a impressão que agora nem sei como iria reagir a situações como as que descreve.

Um abraço

citadinokane disse...

Carlos,
Existe palavra forte aí, hein?!

Tozé Franco disse...

Olá Carlos.
É por estas e por outras que querem distribuir preservativos nas escolas. Assim os miúdos sempre vão protegidos para casa.
Um abraço.