31 dezembro 2010
BOM ANO

Logo, na hora de servir o Champanhe, lembre-se: incline a taça e encha-a. Beba uma pelo ano que acaba e outra pelo que começa. Eu acompanhá-lo-ei.
BOM ANO!
28 dezembro 2010
PALÁCIO DO POVO

26 dezembro 2010
SE AO MENOS CANTASSE...

25 dezembro 2010
QUE CHOVA E QUE NEVE! É NATAL.

CHOVE. É DIA DE NATAL
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal.
E o frio que ainda é pior.
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
FERNANDO PESSOA, 25/12/1930
18 outubro 2010
NECESSIDADES BÁSICAS

Lembrei-me deste episódio quando, ontem, li as conclusões de um estudo sobre as carências alimentares dos nossos jovens onde se conclui que 12% dos alunos vão para a escola com o estômago vazio. O estudo apurou ainda que no ano passado essa percentagem tinha sido já de 8% e que no próximo será ainda bem mais grave. Este é já o principal factor do insucesso escolar.
Há vinte anos, por alturas da guerra do golfo, Sócrates não tinha tempo para estas minudências. Coisas bem menos prosaicas, como a escolha de uma boa escola de engenharia para fazer a sua formação, ocupar-lhe-iam o espírito, de modo que não terá ouvido o Coronel. Foi pena. Se o tivesse ouvido talvez tivesse pensado em alimentar os nossos jovens convenientemente antes de enxamear as escolas com computadores. Não sei quem lhe terá dito que se abarrotasse as escolas de computadores, internet e quadros interactivos os nossos alunos, como que por magia, ficavam mais inteligentes e, dentro de meia dúzia de anos, ninguém notaria a diferença entre Portugal e a Finlândia. Não sei quem lhe terá dito, mas sei que doze em cada cem computadores já estão parados. Os donos têm de lutar por prover as necessidades básicas e essas não são, com certeza, um computador.
16 outubro 2010
À TRIPA-FORRA

A primeira foi feita pelo Director do colégio colocado em primeiro lugar, ou num dos primeiros lugares, do Ranking. Procurando uma declaração do Director que lhe ilustrasse a notícia, o jornalista começou por lembrar os ouvintes que se tratava de um colégio privado, logo não ao alcance da esmagadora maioria da população. “Não - refutou o director -, nós nunca rejeitamos ninguém, se tivermos vaga aceitamos todos os que nos procuram.” Depois de ouvir esta pérola não pude deixar de pensar que o dito colégio tem muita sorte em tê-lo como director, se o tivesse como aluno, com toda a certeza, não estaria tão bem classificado.
A segunda declaração do dia foi produzida pela Ministra da Educação quando lhe pediram, tão só, um comentário acerca da discrepância entre os resultados das escolas públicas e das escolas privadas. O depoimento foi o maior arrazoado que eu já ouvi sobre o tema: “… hum, os resultados da escola pública decorrem do facto de ser uma escola aberta onde todos estão onde as crianças que têm mais dificuldade estão a ser apoiadas e as crianças que aprendem bem também estão portanto é uma escola onde não há selecção de alunos, todos são convidados a estar na escola e a aprender ao seu ritmo com o esforço para que todos aprendam bem o melhor possível mas sabendo nós que os seres humanos são diferentes e que as condições de apoio devem ter em consideração a diversidade dos seres humanos.” A senhora ministra, que até é escritora, sabe, com certeza, o elevado valor das palavras, para poderem ser usadas assim à tripa-forra. Reconheço, humildemente, que não conheço a sua obra - a Enid Blyton chegou primeiro e tive de me haver com ela - mas não duvido que gasta apenas as palavras que são necessárias. Então por que é que, de há uns tempos para cá, teima em dizer coisas que ninguém entende e outras que nos fazem rir? A senhora, até porque é ministra da educação, deveria ter usado um registo mais pedagógico e ter chamado à atenção do jornalista dizendo-lhe somente: “Esses dados não são comparáveis!” O senhor entenderia, poupava, e muito, nas palavras e informava de um modo que todos compreendiam. Assim…
19 agosto 2010
MANDASSE EU...

“… A linha é muito bonita e é uma pena se a fecharem agora. Oxalá a componham e que eu tenha saúde para ir lá outra vez ver passar os comboios.”
Camila Alves, 85 anos, Codeçais [in JN19AGO2010]
Camila Alves, 85 anos, Codeçais [in JN19AGO2010]
Mandasse eu, em vez daquele tonto com olhos de goraz, e a Linha do Tua ia já para obras: a Dona Camila, de Codeçais, havia de regalar os olhos, por muitos e bons anos, a ver passar os comboios.
28 julho 2010
POIS AGORA VOU-TE COMER!

12 julho 2010
DOUTOR, LEVO OU DEIXO OS PATOS?

- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Doutor, levo ou deixo os patos?
Lembro-me desta deliciosa história sempre que oiço o Francisco Assis, com aquela sua prosápia oleosa a perorar sobre qualquer coisa. O homem fala, fala, enrola, atropela-se nas palavras, volta ao início, redunda… para dizer nada. Cansa só de o ouvir… Mas enfim, são as provações a que sujeitam o povo.
Este fim-de-semana deu uma entrevista a um semanário e, pasme-se, o homem diz a quem o quer ouvir que tem todas as condições para ser líder do PS. Gostava de lhe dizer, Dr. Assis, que não tem condições não senhor. Depois de termos passado, não sei quantos anos, a ouvir um com aquela sua irritante vozinha de cana rachada e estilo mestre-escola não suportaríamos sequer a ideia de ter de ouvir, durante anos, essa sua bazófia untuosa a entrar-nos pela porta adentro. E depois uma pessoa que diz “não me excluindo a mim próprio, sem falsa modéstia” e remata a entrevista dizendo que “Eu procuro não ficar prisioneiro da ideia de ter um destino pessoal, porque isso me impediria de viver a vida no dia a dia” devia era concorrer às novas oportunidades.
15 maio 2010
MÃES DE TORRE DE DONA CHAMA

Vai para sete anos que Bragança chegou a capa da Time. Tal proeza, até aí, só o ditador Salazar e o perigo vermelho do PREC tinham logrado alcançar. Por essa altura, instalavam-se nos arrabaldes da cidade uma larga provisão de roliças moreninhas e as casas de perdição cresciam como cogumelos. No dizer avalizado d’As mães de Bragança, as meninas estavam a competir com elas pelos favores dos maridos: a competir e a ganhar, diga-se. Mas as despeitadas esposas não se deram por vencidas: foi tal o estardalhaço que fizeram que conseguiram chamar a atenção da insuspeita revista que dedicou ao assunto a capa e uma desenvolvida reportagem sobre o novo Bairro Vermelho da Europa. Sempre uns exagerados estes ianques. Depois de muita luta, as mães ganharam. As meninas tiveram de procurar o sustento noutras paragens e os maridos, vencidos, lá tiveram de voltar para o ambiente desenxabido do lar. Mundo injusto, este…
De há sete anos para cá que em Trás-os-Montes não acontecia nada. Nem o primeiro-ministro, rodeado de pinguins amarelos na lama do túnel do Marão a dizer as barbaridades do costume conseguiu prender as atenções. Há sete anos que não acontecia nada até que apareceu a professora Bruna de Torre de Dona Chama. E o que fez a setôra Bruna? Espalhou por oito páginas da Playboy o melhor que tinha para mostrar. E não há dúvidas: se as suas capacidades pedagógicas forem directamente proporcionais àquilo que lá se vê podemos ficar descansados: as novas gerações terão bons mestres. Quem não gostou do que viu foi a patroa da docente, no caso a vereadora Gentil Vaz da Câmara de Mirandela, que tudo fará, afirmou, para despedir a sua assalariada. E aqui tem o firme apoio do director da escola, José Pires Garcia, que, disse, mal teve conhecimento do assunto, contactou a autarquia por correio electrónico (nada como despir-se uma professora para o director da escola comunicar por correio electrónico). E o doutor Garcia não podia ter sido mais pires: instou a Câmara Municipal para que tome rapidamente uma atitude porque aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de educadora, sendo nocivo para a comunidade escolar mantê-la no agrupamento.
Vê-se à légua que nem o director Pires nem a vereadora Gentil têm aptidões para desempenhar, com as mínimas garantias de sucesso, as funções que desempenham. Deviam saber que nas modernas técnicas de gestão é um crime não rentabilizar os activos nem aproveitar as sinergias da organização. Ora, com decisões destas, tanto um como outro estão a delapidar – as oito páginas da Playboy aí estão para o comprovar – aquilo que de melhor há pela escola de Torre de Dona Chama. Nunca por lá se tinha visto os pais das criancinhas tão interessados na vida escolar dos seus rebentos e vem agora o doutor Pires deitar tudo a perder. Com decisões destas o doutor Pires nunca chegará aos calcanhares do colega de Zalaegerszeg que se recusou a despedir um activo que, sabia, daria muito a a ganhar à sua escola.
Pouca sorte a da professora Bruna: tivesse nascido na Hungria e teria emprego assegurado na escola.. ou em em Itália e teria um lugar em Estrasburgo à sua espera.
De há sete anos para cá que em Trás-os-Montes não acontecia nada. Nem o primeiro-ministro, rodeado de pinguins amarelos na lama do túnel do Marão a dizer as barbaridades do costume conseguiu prender as atenções. Há sete anos que não acontecia nada até que apareceu a professora Bruna de Torre de Dona Chama. E o que fez a setôra Bruna? Espalhou por oito páginas da Playboy o melhor que tinha para mostrar. E não há dúvidas: se as suas capacidades pedagógicas forem directamente proporcionais àquilo que lá se vê podemos ficar descansados: as novas gerações terão bons mestres. Quem não gostou do que viu foi a patroa da docente, no caso a vereadora Gentil Vaz da Câmara de Mirandela, que tudo fará, afirmou, para despedir a sua assalariada. E aqui tem o firme apoio do director da escola, José Pires Garcia, que, disse, mal teve conhecimento do assunto, contactou a autarquia por correio electrónico (nada como despir-se uma professora para o director da escola comunicar por correio electrónico). E o doutor Garcia não podia ter sido mais pires: instou a Câmara Municipal para que tome rapidamente uma atitude porque aparecer numa revista sem roupa não é compatível com a função de educadora, sendo nocivo para a comunidade escolar mantê-la no agrupamento.
Vê-se à légua que nem o director Pires nem a vereadora Gentil têm aptidões para desempenhar, com as mínimas garantias de sucesso, as funções que desempenham. Deviam saber que nas modernas técnicas de gestão é um crime não rentabilizar os activos nem aproveitar as sinergias da organização. Ora, com decisões destas, tanto um como outro estão a delapidar – as oito páginas da Playboy aí estão para o comprovar – aquilo que de melhor há pela escola de Torre de Dona Chama. Nunca por lá se tinha visto os pais das criancinhas tão interessados na vida escolar dos seus rebentos e vem agora o doutor Pires deitar tudo a perder. Com decisões destas o doutor Pires nunca chegará aos calcanhares do colega de Zalaegerszeg que se recusou a despedir um activo que, sabia, daria muito a a ganhar à sua escola.
Pouca sorte a da professora Bruna: tivesse nascido na Hungria e teria emprego assegurado na escola.. ou em em Itália e teria um lugar em Estrasburgo à sua espera.
10 maio 2010
02 maio 2010
25 abril 2010
ONDE FICOU ABRIL?
Não há ventos que não prestem
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
António Gedeão, Fala do homem nascido
nem marés que não convenham,
nem forças que me molestem,
correntes que me detenham.
António Gedeão, Fala do homem nascido
08 março 2010
DIA DE TODAS AS MUHERES

Neste dia recordo todas aquelas que me povoaram – e continuam a povoar até hoje – dias e noites de sonhos inconfessáveis;
Neste dia recordo todas aquelas de quinze anos, dezasseis, dezassete, cheirando a mato, à sopa dos pobres, a infância sem quarto, a suor, a chiclete, de quem usamos seu corpo e pagamos seu preço;
Neste dia recordo todas aquelas a quem a voracidade, a ignorância e o desprezo dos homens roubou a infância e recordo todas as outras para quem Março nunca chegou;
Neste dia recordo a Laurinda e todas as Laurindas do mundo que seguiram os seus sonhos e pagaram por isso.
Neste dia de Março recordo-as a todas e lembro-me, em especial, de ti. Tem um bom dia e que o calendário permaneça, para todo o sempre, em Março.
03 março 2010
ELOGIOS BANTAS

Anteontem o ministro Amado que, mau grado uma evidente capacidade de privilegiar o essencial em desfavor do acessório, não está imune à onda de vitimização que grassa entre o governo da nação, disse que só ouve dizer mal de Portugal em Portugal, em contraste com os elogios ao país que ouve constantemente de dirigentes dos países que visita. Eu que nutro pelo ministro Amado uma certa admiração não me coíbo de lhe enviar daqui um puxão de orelhas. Quando fez estas declarações regressava de uma visita à Suazilândia mas a soberba não lhe permitiu descortinar que os elogios dos Suazis eram endereçados tão só a uns gajos que passaram por lá há mais de quinhentos anos, o Dias e o Gama.
PS: Depois se ter visitado a Suazilândia, o ministro nem desfez as malas e partiu para o Lesoto. Não ouvi relatos desta viagem mas consigo adivinhar que lhe disseram o mesmo. Espero que desta vez o bom ministro tenha descoberto que os bantas não se referiam ao Sócrates.
Ministro da triste figura, aqui
26 fevereiro 2010
DOUTOR AS PUTAS ESTÃO DO OUTRO LADO

- Vamos ao rio – respondeu laconicamente o paciente –, e o doutor quando quiser, não se acanhe, avise-me que eu o levarei.
- Ah, não, obrigado, só perguntei por curiosidade – apressou-se a dizer o médico.
O garimpeiro, conhecedor das fraquezas da carne, ao despedir-se lá foi dizendo: - Doutor, quando precisar avise-me.
As semanas foram passando e o médico cada vez mais sentia a falta de uma mulher até que ganhou coragem e falou ao garimpeiro.
- Claro doutor. Amanhã passo por cá e levo-o.
No dia seguinte o pesquisador passou pelo consultório do médico e, juntos, saíram da cidade e subiram um morro. Quando chegaram ao cimo viram uma longa fila de homens que se estendia até ao rio lá em baixo onde aguardava uma burra. Então, falando em voz alta para que todos os da fila o ouvissem, disse:
- Camaradas, aqui o doutor tem prioridade.
Todos os homens, reverentemente, deram a vez ao médico e este lá foi caminhando até chegar junto do rio e da burra. Lá chegado, olhou para a burra e para a fila de homens e, um pouco constrangido, lá foi baixando as calças que se para os outros servia, para si também serviria.
Enquanto o pobre homem se desunhava na burra ouve-se uma voz no meio da fila:
- Oh doutor, veja lá se não cansa a burra porque a gente precisa da bicha para passar o rio que as putas estão do outro lado.
Lembrei-me desta deliciosa história quando hoje li que na semana passada, dois jovens moçambicanos foram apanhados por Mário Creva a manterem relações sexuais com uma cabra. «Um dos jovens estava nu e segurava a cabeça, enquanto que o outro fazia sexo com o animal», disse a testemunha relatando o “flagrante delito”. O dono meteu o caso em tribunal e exige que os violadores sejam obrigados a casar com a cabra além de terem de pagar os danos causados ao animal.
Os jovens, cuja identidade não é revelada pela notícia, serão presentes a tribunal ainda durante este mês. Se conhecessem a história exemplar do médico da cidade do garimpo, sempre a podiam contar ao doutor juiz. Na hora de decidir talvez o causídico a tomasse como atenuante.
21 fevereiro 2010
O SERMÃO DAS 3 VERDADES

Lembrei-me de tudo isto e veio-me à memória o canto do poeta:
[...]
que eu voo por toda a parte mas noutro horizonte
e vivo as coisas simples e rio-me da ambição
e ao fim de tanto ver, escolherei um monte
de onde assistirei, sorrindo, ao vosso enfarte
[...]
14 fevereiro 2010
11 fevereiro 2010
UMA HISTÓRIA DAS ARÁBIAS

Lembrei-me hoje das mulheres de bigode quando entrevi a aflição do árabe que após ter contraído matrimónio e ter obtido licença para levantar o véu, descobriu que a mulher, além de ser vesga, coisa de somenos, ainda tinha a cara coberta por espessa barba. Imagino o beduíno a levantar o niqab e a deparar-se com aquela paisagem medonha e, conhecendo ele o adágio português, antecipar um futuro difícil e de muita luta para concretização das suas obrigações matrimoniais.
O noivo, ao que dizem os despachos das agências de notícias, será um diplomata dos Emirados Árabes Unidos e a noiva, médica de formação, ter-lhe-á sido oferecida pela mãe que terá sonegado alguma informação que, viu-se depois, era de capital importância. O despeitado, depois do susto, não perdeu tempo: apelou para um tribunal islâmico do Dubai para que, não só lhe fosse concedido o divórcio mas também fosse ressarcido das chorudas quantias gastas em presentes para a futura esposa, acusando ainda a mãe desta de o ter enganado com fotografias da sua outra filha, por certo escanhoada e sem olhos tortos.
O tribunal, outra decisão não seria de esperar de um tribunal daquelas paragens, deu razão ao queixoso. Embora não lhe tenha restituído a pipa de dirhams que gastou a galantear a beldade, anulou-lhe o casamento. Se dúvidas ainda houvesse, cá está mais uma prova da injusta lei da sharia: o plenipotenciário, ao invés de lhe ser concedido o divórcio, deveria ter sido obrigado a conviver até ao fim dos seus dias com aquela face máscula, uma pena justa para todos aqueles que obrigam as mulheres a tapar-se da cabeça aos pés com aqueles espartilhos medievais.
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